Oferecer plano de saúde para os funcionários costuma ser o benefício mais pedido, e também o que mais pesa na decisão de alguém aceitar ou continuar num emprego.
O que a empresa ganha
Retenção de talento é o efeito mais direto: colaborador com plano de saúde pensa duas vezes antes de sair por uma proposta só um pouco melhor em salário. Menos afastamento por questões de saúde não tratadas a tempo também entra na conta, embora isso varie por empresa e não seja uma promessa de resultado imediato.
O que pesa no custo
O valor do plano empresarial depende do número de vidas, da faixa etária do grupo e da operadora escolhida. Grupos maiores costumam ter mais poder de negociação. E, como já expliquei em outro texto, o reajuste desse tipo de plano não tem teto da ANS — ele é negociado com base na sinistralidade do grupo, o que é importante a empresa entender desde a contratação, não só no primeiro reajuste.
Coparticipação: uma forma de equilibrar o custo
Uma alternativa que muitas empresas usam pra oferecer o benefício sem pesar tanto no orçamento é o plano com coparticipação, onde o colaborador paga uma parte pequena a cada uso. Isso reduz a mensalidade fixa da empresa e evita uso desnecessário do plano.
Como decidir a estrutura certa
Antes de fechar com qualquer operadora, eu levanto com a empresa: quantas vidas, faixa etária média do time, orçamento disponível e se cabe coparticipação. A estrutura errada custa caro tanto pra empresa quanto pro RH, que precisa lidar com reclamação de colaborador depois.
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